terça-feira, 21 de maio de 2013

EDIÇÃO Nº 13


Olá pessoal, essa semana irei falar minhas expectativas sobre a adaptação para série de televisão do mangá Monster, que acaba de ser anunciada pela HBO e será roteirizada por Guillermo Del Toro.

EXPECTATIVA SOBRE A ADAPTAÇÃO DE MONSTER



            Monster é um mangá do gênero seinen (voltado para adultos) criado por Naoki Urasawa, possui 18 volumes e uma serie em anime com 74 episódios. A história gira em torno de um jovem medico chamado Dr. Tenma, ele viaja pelo mundo em busca do maior sociopata da face da terra que ele sem querer ajuda a criar. Esse sociopata comete vários assassinatos, e faz com que todos apontem para Tenma, resta apenas ao protagonista fugir e começar uma busca a este assassino.



            Originalmente, o Del Toro tentou transformar Monster em um longa metragem, mas se tocou que a história era extensa demais para ser contada em apenas um filme. Então ele foi atrás de transforma-lo em um seriado de televisão, e lançou a proposta para a HBO que gostou da idéia de deu sinal verde para Del Toro. Como todos sabem, a HBO é o lar de incríveis seriados, como Game of Thrones e Roma, e nada melhor do que ela para adaptar esse manga fenomenal.



            Além disso, Del Toro afirmou que levou bastante tempo em negociações para que o autor Urasawa aceitasse ceder os direitos do mangá para uma adaptação ocidental. Urasawa possui um grande apego as suas obras, e só aceitou o projeto após o acordo de poder ver os esboços de cada episódio da primeira temporada da série, para ter certeza que a história está fiel a sua obra. Del Toro também afirmou que a história do seriado irá cobrir todos os 18 volumes do mangá seguindo à risca e sem conteúdos adicionais.



            Até agora, o seriado não possui atores definidos e nem uma data de estreia, porem eu não escolheria outro roteirista e nem outro canal para produzir este seriado. Monster possui uma história complexa e seria, cheia de suspense, drama e com um roteiro excelente. Ela se passa num mundo humano, sem magias ou poderes (ao contrário de muitas series japonesas), o que o torna perfeito para uma adaptação de qualidade. Estou esperando ansioso para essa ótima adaptação.















segunda-feira, 20 de maio de 2013

IV MOSTRA DE IGUATU – A DESPEDIDA

          
Finalizando uma semana de puro amor ao cinema, os dois últimos dias da mostra serviram de confirmação para o Diretor Fantasma de que quando se acredita em algo verdadeiro que faz parte da sua identidade não importa como isso aconteça nem o quanto dure, o que realmente importa é alcançar o seu objetivo mais primário de maneira eficaz ao ponto de atingir varias pessoas de realidades e pensamentos diferentes.

Na quinta-feira, terceiro dia, conhecemos um espectador que comparece a mostra ano a ano, dês de sua abertura. Em um depoimento espontâneo ao grupo de cinegrafistas da Vila das Artes, uma das parcerias da mostra, ele relatou todo o seu agradecimento pelos idealizadores, pois sem a realização da mostra com toda a certeza ele não saciaria o seu apreciação pelas produções nacionais. Sabendo que essa é a principal motivação para se realizar a mostra, Cesar Teixeira e Kamile Costa com toda a certeza haviam alcançado naquele momento a concretização de um projeto preocupado com quem gosta de cinema e tem vontade de gostar ainda mais. É compreensível o sentimento desse espectador, pois mesmo na capital Fortaleza, e tantas outras capitais e metrópoles, acontece esse tipo de isolamento exibitivo. O que seriam dos amantes sôfregos dos filmes não comerciais sem as predileções das mostra e festivais? Já que recordar é viver, é hora de saber como foi  despedida dessa semana encharcada de cinema.

NA SEXTA 




Na sexta-feira, penúltimo dia da mostra, o ritmo da programação continuava no pique. Foi o dia da ultima exibição no Teatro Pedro Lima Verde e a finalização da oficina Filme Nosso: realização fílmica de um conto adaptado, realizada pela diretora Sara Mabel.

Como o de costume, o dia de programação da mostra começou cedo. Sexta foi o dia de se despedir do Teatro Paulo lima verde com o longa O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, compondo a mostra infantil. O filme conta a história de Mauro, um garoto que é deixado com o avô pelos seus pais, que por sua vez estão fugindo da perseguição militar, durante o período em que era instaurada no Brasil a ditadura, na década de 1970. Depois de perder o avô e aprender a viver sozinho e sem amparo, o garoto acaba fazendo novos amigos e vivendo uma infância normal, na medida do possível, pois a espera contínua por seus, que afirmaram para garoto que estariam saindo de férias e prometeram voltar na copa de 1974, e a presença da repressão militar, compõem um pequeno drama emocional e uma necessidade de amadurecimento fora de hora do garoto. A alegria de mauro era a paixão por futebol e seu álbum de figurinhas dos jogadores da seleção. Com o tema da ditadura e do futebol, o filme vai se desenrolando de maneira gostosa, remetendo a uma noção de infância bem aproveitada mesmo em meio a eventos desagradáveis. Já as crianças presentes no Teatro estavam curiosas para saber do desfecho do filme. Afinal os pais de Mauro voltariam ou não? Enquanto eles não descobriam, a diversão corria solta. A cada cena de jogo da copa de 1974 era uma euforia de gol. A cada drible, a cada defesa e principalmente a cada gol era uma comemoração digna de torcida de estádio lotado. Uma ótima despedida das sessões matinais.
Já a tarde, a oficina da diretora Sara Mabel cruzou a  tarde para realizar a segunda parte da oficina Filme Nosso: realização fílmica de um conto adaptado. A lição da tarde foi a realização das filmagens do projeto traçado com os participantes das oficinas.

Finalizando o dia, no auditório do SESC, foi o momento dos habitantes de Iguatu conhecerem a história de vida de Vanessa Pinheiro em Não Vá Se Perder, curta vencedor de Melhor Roteiro e Melhor Curta pelo Júri Popular no Festival Nóia, ano passado. O curta fala de maneira cômica/trágica a vida amorosa da diretora com os seu 8 relacionamentos e seus desastres corriqueiros. Logo após foi exibido o curta de Quico Meirelles, 5 Minutos, com Juliano Cazarré e Maria Flor, dialogando sobre o que se pode fazer em cinco minutos, já que esse foi o tempo que os impediu de entrar em um pub, em Londres. Como sempre o ponto alto da noite é a exibição de um longa. O documentário Paraíba Meu Amor, do diretor Bernard Robert Charrue, reuniu os amantes do forró em um verdadeiro bailão de sanfonas. O documentário tem um formato visual característico do diretor europeu. Apesar da preferência e o costume fotográfico, o filme não esconde o lado sofrido e “marginal” da realidade forrozeira. Chico Cesar e mais três sanfoneiros, incluindo Dominguinhos, cantam de musica em musica a história do forró em Paraíba e no nordeste no brasil. A platéia em muitas vezes cantou junto com as interpretações dos artistas convidados, dependendo somente de um arrasta pé comedido por conta do espaço.

Quando a sessão teve o seu termino o sentimento de despedida já pairava entre os organizadores e com o Diretor Fantasma.

NO SÁBADO




No ultimo dia da mostra o céu de Iguatu parecia está mais pitoresco do que antes. As nuvens pareciam saber que algo estava muito bom estava chegando ao fim e que esse fim seria da maneira mais prazerosa que alguém poderia imaginar.

A despedia do auditório do SESC (um dos pilares da mostra, responsável pelo confortável espaço provido de equipamentos e aparatos técnicos necessários para as exibições) foi a tarde com o workshop sobre O Processo Criativo na Composição Sonora de “Doce Amianto”, ministrado por um dos diretores do filme, o também poeta Uirá dos Reis. Uma experiência de aprendizado com um artista altamente criativo e inspirador. Com toda a certeza um dos momentos para se guardar na mochila.

Complementando a tarde, mais a noite foi exibido o altamente aguardado longa Doce Amianto, de Uirá dos Reis e Guto Parente, no ORTAET, espaço cedido pelo grupo teatral de Iguatu para o encerramento da mostra. O ultimo filme do coletivo Alumbramento Filmes a ser exibido na mostra. Ainda inédito em Fortaleza o filme é uma verdadeira cachoeira de sensações e analogias, uma obra surreal. Não foi por acaso que o filme deu o que falar no festival de Tiradentes esse ano. Uirá é Blanche, uma fada madrinha que ajuda Amianto (Deynne Augusto) a superar suas dores pelo seu amado "Rapaz". Em meio a esse sofrimento, realidade, sonho e loucura se misturam em imagens, formando simbologias geniais, desconstruídas, retiradas de momentos sofridos e felizes da personagem. Aqueles momentos em que o publico se identifica com o que é mostrado, pois é um sentimento decodificado para a tela que jamais fora imaginado por quem sentiu. Um trabalho magistral.

Após a exibição do longa foi realizado um debate sobre o filme no local. Curiosidades, dúvidas, relações a outras obras, elogios, tudo foi compartilhado com quem estava presente e gostou do filme. Foi realmente um momento único para quem gosta de cinema, ver uma obra incrível e poder falar sobre ela com que a realizou, algo que deveria ser compartilhado com milhares de pessoas.

Terminado a noite o Diretor Fantasma estava tão estarrecido e confortável ao mesmo tempo, que poderia acabar ou começar tudo outra vez, que não importaria, o que foi vivido e apreciado em Iguatu ficará por muito tempo em memórias póstumas.
Agradeço até a outra vida a organização da mostra por ter a lembrança fantasmagórica do Diretor, a Kamile Costa e ao Cesar Teixeira pelo aconchego e o cuidado com esta escritora, aos convidados da mostra pela boa companhia, pelas noites incríveis ao lado dos que ajudam na organização da Mostra e pela viagem mais que tranquila e bem guiada pelo aniversariante da semana, o rei do gingado Antônio, nosso motorista.

Adeus Igatu. Saudade do seu céu e do seu Sol!
    




sexta-feira, 17 de maio de 2013

IV MOSTRA DE IGUATU - ACONTECEU


No terceiro dia da Mostra de Iguatu aconteceu muita brincadeira e gargalhada no Teatro Pedro Lima Verde, gente aproveitando as oficinas e muita gente se emocionando nas exibições no SESC.

Na manhã dessa quinta-feira, o Teatro Pedro Lima Verde recebeu para a exibição do longa de animação Garoto Cósmico, de Alê Abreu, os estudantes das escolas do município. Entusiasmados com as cores e musicalidade do filme, a garotada achou muito curioso o modo de vida dos habitantes do Planeta das Crianças. O filme mostra de maneira divertida a vida mecânica de Cósmico, Luana e Maninho que sonham e em ingressar para o Planeta das Crianças Adultas, mas para conseguir chegar até lá eles precisão cumprir uma série de normas e regras impostas pelo sistema do seu Planeta. Cada um possui um relógio que diz o que eles devem fazer, como fazer e quanto tempo precisam para fazer. Esse relógio faz parte do sistema de controle populacional, pois tomar decisões da própria vida e fazer escolhas não era considerado um modo de vida e de organização modernos, com o relógio os habitantes do Planeta das Crianças, do Adultos, dos Idosos, dos Bebês e arredores, não precisavam se preocupar em autonomia, o sistema cuidava disso por eles. Remetendo as condições sociais do nosso meio social, o filme vai se desenrolando quando o trio de amigos acabam saindo de seu Planeta e indo parar em outro com formato de laranja. Nesse momento eles descobrem como é bom brincar de imaginar. No filme há as participações musicais de Vanessa da Mata e Arnaldo Antunes deixando ainda mais divertida a sessão.

Depois de muitas gargalhadas e traquinagem pela manhã, a tarde foi a vez da diretora Sara Mabel iniciar a primeira parte da oficina Filme Nosso: realização fílmica de um conto adaptado, no auditório do SESC. Muita gente interessada e conhecedora do universo do audiovisual compareceu, deixando a oficina muito mais enriquecida.

Pela noite o auditório do SESC recebeu uma torrente de espectadores para a exibição do curta Meu Amigo Mineiro, de Gabriel Martins e Victor Furtado, produzido pelo coletivo alumbramento Filmes, e o denso longa Histórias Só Existem Quando Lembradas, de Julia Murat. Era tanta gente assistindo aos filmes que faltou lugar nas poltronas fixas do auditório, quem estava chegando acabou sentando em cadeiras comuns nos corredores laterais do auditório. Foi de se chamar atenção o grande público da terceira idade que com certeza foram atinados para irem conferir o longa. Uma história de grande densidade e percepção, o filme foi um desafio para a platéia que não é acostumada com o gênero, que mesmo assim se manteve em um número significativo. Muitas cenas paradas, muito tempo, muito silêncio e uma temática comum: a relação desgastada, mas fundamentalmente dependente de um casal de idosos em um lugar corroído pelo tempo. Um filme para incitar os sentimentos mais subordinados e a condição de uma história de amor desgastada entre duas pessoas fatigadas com o tempo. A história se passa na cidade fantasma de Jotuomba, onde há muito tempo não morre gente, os habitantes são compostos por idosos e o cemitério está abandonado, trancado a cadeado. As histórias de dona Madalena começam a ser lembradas quando a fotógrafa Rita chega a cidade e começa a descobrir o que aconteceu com as pessoas daquele lugar e como o tempo influiu em suas recordações. Depois da sessão, quando as pessoas iam saindo do auditório, era de se perceber a comoção no rosto de cada uma, se não os olhos vermelhos e as lágrimas ressecadas. Uma experiência exponencial para os espectadores e uma honra de prestigiar um filme de tanta placidez.

E foi assim, com muita emoção, que o terceiro dia da IV Mostra de cinema de Iguatu se foi. Que venha o quarto!  Para saber sobre a programação da mostra, clique aqui.


 





quinta-feira, 16 de maio de 2013

IV MOSTRA DE IGUATU - ACONTECEU



No segundo dia da mostra, o auditório Sabino Antunes da Silva, no SESC, se tornou uma vitrine de indagações existencialistas enquanto que mais cedo o Teatro Pedro Lima Verde transformava-se em um salão de dança.

Durante a mostra boa idade no Teatro Pedro Lima Verde, pela manhã, aconteceu a exibição do longa Chega de Saudade, da diretora Laís Bodanzky, reunindo o publico da terceira e melhor idade de Iguatu. O longa de 2008 mostra as alegrias e dramas de jovens e velhos que frequentam um salão de dança em São Paulo, durante um noite. A trilha sonora do filme já é contagiante por si só, ainda mais com a presença dos simpáticos e joviais senhores e senhoras de Iguatu. Não demorou muito e todos os espectadores se tornaram parte do filme, cada um com o seu par, dançando no compasso das musicas, cena a cena. Foi um verdadeiro baile de cinema!

Já a tarde foi a hora de aproveitar o workshop Livro Deles Filmes Nossos: o processo de adaptação fílmica, com a instrutora Michelline Helena, no auditório do SESC. Mais a noite, no mesmo auditório foi a hora das exibições mais provocadoras da mostra.  

Você é feliz com o seu trabalho? Você é livre? Se eu tivesse todas as repostas do mundo, o que você perguntaria? Assim se desenvolveu o curta Retrato de Uma Paisagem, do diretor Pedro Diógenes. Um provocador, desempregado, sai andando pelo centro de Fortaleza fazendo as perguntas acima para mendigos, comerciantes, seguranças de lojas e pedestres, uma verdadeira incitação a loucura. Muitos dos abordados não souberam responder ou deram as mesmas respostas, mas cada um com justificativas correspondentes as percepções das hierarquias sociais. O filme mostra em imagem o que muita gente já sentiu e questionou sobre o modo em que vivemos e por qual razão temos que viver.
Além da “afronta”, pois questionar o óbvio é um entanto contraditório, o curta é composto por imagens puramente urbanas do centro comercial de fortaleza, filmadas durante um sobrevoo de helicóptero. Imagens que mostram a fatigante rotina frenética de uma sociedade de consumo sob uma locução descritiva e avaliativa dos preceitos sociais.

Após a exibição do curta, foi a hora de entrar em outro universo, o de Verônica. Uma médica recém formada que começa a praticar sua profissão em um hospital publico de Recife, fazendo consultas clinicas. Durante esse novo e aguardado momento profissional, Verônica se encontra em auto-avaliação, em poucas palavras ela passa por uma crise existencial após todo o tempo em que prestou estudo e atenção a aquilo que ela acreditava ser seu propósito de vida. Agora, a protagonista precisa se descobrir e resolver quais são os seus verdadeiros objetivos pessoais e profissionais. Junto com essa jornada ela se depara com o peso dos seu 24 anos a velhice de seu pai, e a rotina desgastante do hospital. Assim como o curta do Alumbramento, Era Uma Vez Eu Verônica, do diretor Marcelo Gomes, dialoga com a temática do existencialismo e o encontro de si mesma em meio a “multidão”. As diferenças entre as duas produções são o teor sexual e a presença perfeitamente selada de Karina Bruh na trilha sonora do longa.

E foi assim que terminou o segundo dia da mostra. Confira as fotos tiradas nesses dias de realização: 








quarta-feira, 15 de maio de 2013

IV MOSTRA DE IGUATU - ACONTECEU



Com muita alegria e cinema, foi aberta a semana que irá tirar o interior do Ceará do marasmo cinematográfico. A abertura da IV Mostra de Iguatu contou coma a presença de cineastas e dos habitantes locais na sede do SESC, que aproveitaram a cerimônia de abertura da mostra para prestigiar o cinema nacional e conferir o que virá nos próximos dias.

Regada a chuva e boas conversas a noite de abertura da mostra foi um verdadeiro encontro de gente boa. A noite começou com a homenagem ao coletivo Alumbramento Filmes, com direito a troféu ÁguaBoa entregue ao casal Pedro Diógenes e Caroline Louise, que ficaram emocionados com o vídeo de retrospectiva dos filmes produzidos pelo coletivo, afirmando que, após assistir o exceto, viram passar um “filme na cabeça” relembrando os momentos de gravação e realização dos filmes e sentiam muito prazer em ser laureados com o troféu, pois ele se torna mais uma motivação de continuar acreditando no trabalho do coletivo Alumbramento.



Após o agradecimento dos integrantes do coletivo foi apresentado o curta Amor no Ar, da diretora Sara Mabel, inspirado em um conto de Rubem Fonseca. Ontem foi a primeira exibição do filme, sendo assim a estréia nacional do curta. O filme reúne a maioria dos organizadores da Mostra de Iguatu em sua realização e conta uma história de amor traçada pela violência e pela vingança.

Contudo, a hora mais esperada da noite foi a exibição do longa O Abismo Prateado, do diretor cearense Karim Ainouz. O filme é muito esperado no país inteiro e já estreou em algumas cidades. Em Fortaleza o lançamento foi adiado várias vezes. O filme é de 2011 e na época fez muito burburinho pelos festivais internacionais, a anunciação do diretor de uma possível data de lançamento era aguardada há muito tempo pelos admiradores e conhecedores do trabalho do diretor cearense. Assisti-lo “em primeira mão” antes da capital é uma satisfação recompensadora após algumas horas de viagem.

E foi isso, muita GenteBoa, cinema de altíssima qualidade um povo muito acolhedor e receptivo que adora novidades e aberto a novas experiências.  Hoje tem mais!




segunda-feira, 13 de maio de 2013

IV MOSTRA DE IGUATU - FILMES



Começa amanhã a mostra que levará a Iguatu uma torrente de filmes nacionais e cearenses. É hora então de conhecer os títulos a serem exibidos na programação da mostra a partir de amanhã:



Chega de Saudade


Ano: 2008. Drama. Cor. 92 min. 14 anos. Brasil. Direção: Laís Bodanzky. Roteiro: Luiz Bolognesi. Produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane. Fotografia: Walter Carvalho. Trilha Sonora: Eduardo Bid. Elenco: Maria Flor, Betty Faria, Tônia Carrero, Paulo Vilhena, Cássia Kiss, Stepan Nercessian, Elza Soares.



Sinopse: A história acontece em uma noite de baile, em um clube de dança em São Paulo, acompanhando os dramas e alegrias de cinco núcleos de personagens freqüentadores do baile. A trama começa ainda com a luz do sol, quando o salão abre suas portas, e termina ao final do baile, pouco antes da meia-noite, quando o último freqüentador desce a escada. Mesclando comédia e drama, Chega de Saudade aborda o amor, a solidão, a traição e o desejo, num clima de muita música e dança.

Doce Amianto


Ano: 2013. Ficção. Cor. 70 min. Direção, Roteiro e Montagem: Guto Parente e Uirá dos Reis. Produção: Alumbramento. Fotografia : Guto Parente. Elenco Deynne Augusto, Uirá dos Reis, Dario Oliveira, Rodrigo Fernandes, Rafaela Diógenes, Reginaldo Dias, Bruno Rafael, Danilo Maia, Valentina Damasceno. 


Sinopse: Amianto vive isolada num mundo de fantasia habitado por seus delírios de incontida esperança, onde sua ingenuidade e sua melancolia convivem de mãos dadas. Após sentir-se abandonada por seu amor (O Rapaz), Amianto encontra abrigo na presença de sua amiga morta, Blanche, que a protegerá contra suas dores – ao menos até onde possa.

Era Uma Vez Eu, Verônica



Ano: 2012. Drama. Cor. 90 min. 16 anos. Brasil. Diretor: Marcelo Gomes.Roteiro: Marcelo Gomes. Produção: João Vieira Jr., Sara Silveira. Fotografia: Mauro Pinheiro Jr. Elenco: Hermila Guedes, João Miguel, W. J. Solha, Renata Roberta, Inaê Veríssimo.



Sinopse: Recife. Verônica (Hermila Guedes) tem 24 anos e vive uma fase de transição. Ela mora com o pai, José Maria, e acabou de se formar em Medicina. Sem tempo para a agitada vida que tinha quando era estudante, ela agora se dedica ao início da vida profissional em um ambulatório de hospital público. As condições são precárias e o cotidiano muito cansativo, não apenas pelo trabalho em si mas também por ouvir os problemas de dezenas de pacientes todo dia. Uma noite, ao voltar para casa, ela resolve usar o gravador para falar de seus próprios problemas. O início segue o melhor estilo dos contos de fadas, com o clássico "era uma vez".

Historias Que Só Existem Quando Lembradas



Ano: 2011. Drama. Cor. 98 min. 12 anos. Brasil/Argentina/França. Diretor: Júlia Murat. Roteiro: Julia Murat, Maria Clara Escobar, Felipe Sholl. Produção: Lucia Murat, Julia Murat, Christian Boudier, Julia Solomonoff, Felicitas Raffo, Juliette Lepoutre, Marie-Pierre Macia. Fotografia: Lucio Bonelli. Elenco: Sonia Guedes, Lisa E. Fávero, Luiz Serra, Ricardo Merkin, Antônio dos Santos, Nelson Justiniano, Maria Aparecida Campos, Manoelina dos Santos, Evanilde Souza, Julião Rosa, Elias dos Santos, Pedro Igreja.



 Sinopse: Jotuomba é um pequeno vilarejo em que ninguém morre há muito tempo e o cemitério está trancado com cadeado. Cada morador cumpre sua função e assim seguem os dias. Madalena (Sonia Guedes) faz pão para o armazém do Antônio (Luiz Serra). Como todos os dias, ela atravessa o trilho, onde o trem já não passa há anos, limpa o portão do cemitério trancado, ouve o sermão do padre e almoça com os outros velhos habitantes da cidade. Vivendo da memória do marido morto, Madalena é acordada por Rita (Lisa E. Fávero), uma jovem fotógrafa que chega na cidade fantasma de Jotuomba, onde o tempo parece ter parado.


O Abismo Prateado


Ano: 2011. Drama. Cor. 83 min. Brasil. Diretor: Karim Aïnouz. Roteiro: Karim Aïnouz, Beatriz Bracher. Produção: Rodrigo Teixeira, Pedro Paulo Magalhães.
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr. Trilha Sonora: Tejo Damasceno, Rica Amabis. Elenco: Alessandra Negrini, Thiago Martins, Gabriela Pereira, Carla Ribas, Alice Borges, João Vitor da Silva, Rebecca Orenstein.



Sinopse: Violeta (Alessandra Negrini) é uma dentista de 40 anos, casada e com um filho adolescente, que está pronta para começar mais um dia em sua rotina, entre seu consultório, a academia e um novo apartamento em Copacabana. Parece ter uma vida dos sonhos, até que recebe um recado no celular, o que muda drasticamente seu cotidiano, fazendo com que ela passe por uma dolorosa experiência, durante a qual busca entender a situação, andando pelas ruas do Rio de Janeiro.

 O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias


Ano: 2006. Drama. Cor. Brasil. 106 min. 10 anos. Direção: Cao Hamburger. Roteiro: Cláudio Galperin, Bráulio Mantovani, Anna Muylaert, Cao Hamburger. Elenco: Michel Joelsas, Germano Haiut, Daniela Piepszyk, Paulo Autran, Simone Spoladore, Eduardo Moreira, Caio Blat, Rodrigo dos Santos.



Sinopse: Em 1970, a maior preocupação na vida de Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, pouco tem a ver com a ditadura militar que impera no País: seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma "estranha" e divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus, italianos, entre outras culturas.


Paraíba, Meu Amor


Ano: 2008. Documentário. Paraíba. 80 min. Livre. Direção: Bernard Robert-Charrue. Elenco: Chico César, Dominguinhos, Pinto do Acordeão, Aleijadinho de Pombal, Os 3 do Nordeste, Trio Tamanduá e o acordeonista francês Richard Galliano.



Sinopse: O filme documenta a legítima cultura do interior do Nordeste. É o forró visto sob a ótica do europeu através do diretor sueco Bernard Robert-Charrue e do músico francês Richard Galliano. É a Europa reconhecendo o forró como um movimento de valor universal. 

5 Minutos 


Ano: 2011. Ficção. Cor. Brasil. Direção: Quico Meirelles. Roteiro: Eduardo Prado. Elenco: Juliano Cazarré, Maria Flor Calaça. 
Sinopse: Quando Laura e Rui, um casal brasileiro que mora em Londres, vão a um pub e encontram o lugar fechado, começam a discutir sobre quanto tempo 5 minutos na verdade é.

Amor No Ar


Ano: 2012. Ficção. Cor. Ceará. Direção: Sara Mabel.  
Sinopse: Uma busca sombria, um encontro inusitado e a possibilidade de uma noite inesquecível. Uma atmosfera embriagante de uma conversa densa sobre o passado. Personagens presentes num voo noturno em que o amor se mostra infindável na sua forma.


Meu Amigo Mineiro



Ano: 2012. Ficção. Cor. 23 min. Ceará/MG. Direção, Roteiro e Fotografia: Victor Furtado e Gabriel Martins.Produção:  Alumbramento. Elenco: Gabriel Martins, Victor Furtado, Luciana Vieira, Joana de Paula, Natalia Bezerra e Lucas Ribeiro. 




Sinopse: "Gabito, Tô te esperando pra conhecer minha cidade. Chega aí. Vitim."

Na Sua Companhia



Ano: 2011. Ficção. Cor. São Paulo. 21 min. Diretor: Marcelo Caetano. Roteiro: Marcelo Caetano. Produção: Beto Tibiriçá, Flora Lahuerta, Marcelo Caetano. Fotografia: Andrea Capella. Elenco: Amaral, Bethânia, Dillah, Dilluz, Lukas Peralta Filho, Marcela, Ronaldo Serruya. 



Sinopse: A noite e a solidão estão cheias do diabo. Aí vem você e a agridoce vida.


Não vá se perder


Ano: 2012. Comédia. Cor. Fortaleza. 19 min. 14 anos. Direção: Vanessa Pinheiro. Roteiro: Vanessa Pinheiro e Diego Benevides.Produção: Igor Vieira. Elenco: Ana Negreiros, Felipe Sales, Rosália Oliveira, Bruno do Vale, Marcos Bruno, Júlio Lira, Macdonald Almeida, Fábio Albrecht, Bruno Lobo e Pedro Guimarães. 

Sinopse: Todos podem fazer da sua vida um filme. É com essa deixa que vemos retratado o cotidiano de Vanessa e de seus relacionamentos fracassados.

Retrato de Uma Paisagem


Ano: 2012. Cor. Ceará. 34 min. Diretor: Pedro Diogenes. Roteiro: Pedro Diogenes. Produção: Alumbramento. Fotografia: Victor de Melo. Som: Pedro Diogenes. Edição: Guto Parente, Luiz Pretti e Ricardo Pretti. Elenco: Tavinho Teixeira.

Sinopse: Um filme sobre a cidade. Um filme sobre pessoas. Estamos vivendo o começo da era da sociedade urbana. Um novo campo ainda ignorado e desconhecido. E o cenário do futuro ainda não se encontra estabelecido.

  
Garoto Cósmico


Ano: 2007. Animação. Cor. Brasil. 76 min. Livre. Direção: Alê Abreu. Roteiro: Alê Abreu, Sabina Anzuategui, Daniel Chaia, Gustavo Kurlat. Produção: Lia Nunes. Elenco: Aleph Naldi, Bianca Rayen, Mateus Duarte, Raul Cortez, Wellington Nogueira, Márcio Seixas, Vanessa da Mata, Belchior


Sinopse: Cósmico, Luna e Maninho são crianças de um mundo futurista, onde as vidas são totalmente programadas. Certa noite, os três se perdem no espaço e descobrem um universo infinito, esquecido num pequeno circo. Depois de muita brincadeira e novas experiências, o mundo deles envia um representante especial para resgatá-los e eles têm de escolher que caminho seguir.


A IV Mostra de Cinema de Iguatu acontecerá entre os dias 13 e 18 de maio e o Diretor Fantasma será o portal oficial da mostra.



sexta-feira, 10 de maio de 2013

É CLICHÊ... MAS FICOU ÓTIMO



A Datilógrafa (Populaire, 2012) é o primeiro longa do diretor Régis Roinsard que entrou no circuito nacional do Festival Varilux de Cinema Francês. O filme teve cinco indicações ao César (é tipo o Oscar da França). 


A Datilógrafa não trata de jornalismo, muito menos ligado à publicidade (como eu achava devido a versão terrível do título aqui no Brasil) e sim uma releitura “homenagem” aos filmes de comédia romântica do final da década de 60.




Pra começar, é algo bem clichê; Rose Pamphule é uma moça meiga, bobinha que mora com os pais no interior da França e esta prestes a noivar com um rapaz que seu Pai lhe ordenou. Rose é interpretada pela lindona da Deborah Françõis que deu conta do recado muito, muito, muito bem!

Ok, até ai tudo esta na mesma, até aparecer uma oportunidade de emprego, é uma entrevista para ser secretária de uma empresa de seguros em outra cidade (porque o sonho da rosinha era ser secretária... Bobinha)!





Bem, chegando lá existe uma dezena de outras donzelas em busca da mesma vaga, ela faz um teste para datilografar um documento. Louis Échard (Romain Duris) é do dono da seguradora e fica boquiaberto com o talento da moça ao datilografar e sem duvidas ele a contrata de cara.



Claro, esqueci de mencionar que ele também ficou impressionado com a beleza de Rose, mas não só isso, seu talento para dedilhar a máquina era incrível. Rose será a nova datilógrafa da empresa (profissão esta que não existe mais, muito menos na França!), pois como secretária é um desastre!

Rose muda-se para a cidade, vai morar num pensionato de garotas e o rapaz que ficou de noivar com ela ficou chupando o dedo.


 No decorrer dos dias de trabalho o clima de romance vai surgindo entre a bonitinha e o charmoso chefe que traça todas as secretárias. Rose começa a desconfiar dos interesses do patrão e cai fora. Numa tentativa de trazer Rose de volta, Louis lhe convida a participar de um campeonato de datilógrafas da cidade, sendo muito sonhadora ela topa o desafio. Louis foi um esportista nato e viciado em competições, vê nesse torneio uma forma de explorar Rose para seu próprio hobby.


Rose vence o campeonato e é escalada para as semifinais estaduais, é meio louca essa competição de datilógrafas, mas de fato elas existiram mesmo.

Louis convida Rose para morar com ele e assim treiná-la, de forma bem rigorosa, para ser a campeã e chegar à final mundial onde as melhores de todos os países estarão disputando a coroa em New York.


Rose vence todas as etapas e viaja com seu chefe bonitão. No hotel acontece a primeira noite deles, a cena é incrível a mais chocante do filme. O letreiro do hotel reflete a luz no quarto enquanto eles estão se amando... O quarto vai mudando de cor, é uma coisa de louco. Genial!

Logo no dia da final, eles se desentendem e Rose viaja sozinha pra New York.

Não preciso dizer o que vai acontecer, né ??????

É clichê? É!  Mas o resultado ficou ótimo. 
Muito bem, como seu primeiro longa Roinsard esta de parabéns, conseguiu fazer uma filme ingênuo e fiel a realidade da época, a fotografia cheia de contrastes, a arte bem certinha... Continue assim!

O roteiro é muito bem escrito, possui diálogos divertidos. Diferente da maioria dos filmes franceses, este não é um filme “paradão” onde as coisas demoram a acontecer, pelo contrario é bem dinâmico e deixa a gente ligado na história o tempo inteiro.


A DATILÓGRAFA: POPULAIRE
DIREÇÃO: RÉGIS ROINSARD
ROTEIRO: RÉGIS ROINSARD, DANIEL PRESLEY & ROMAIN COMPINGT.
PRODUÇÃO: FRANÇA - 2012
ONDE: AINDA SÓ DISPONPIVEL PARA OS FESTIVAIS (Chupa!)
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE
AVALIAÇÃO: SE VOCÊ ESTÁ PAQUERANDO ALGUÉM, ESSE FILME É DICA CERTA! ;)